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High School nos Estados Unidos: diferenças entre programas J-1 e F-1:



O High School nos Estados Unidos é o programa mais procurado pelos alunos brasileiros.

Mas quais são as diferenças entre os programas J-1 e F-1 de High School para estudantes internacionais, e qual é o melhor?

Ambos os programas são experiências maravilhosas de mudança de vida, mas existem algumas diferenças importantes:


J-1

Programa em que as famílias são voluntárias e não recebem nenhum incentivo financeiro pela hospedagem, por esse motivo o estudante não escolhe a família e consequentemente não escolhe a escola. Por falar em escola, neste programa as instituições de ensino são públicas e não cobram do estrangeiro. Este programa de intercâmbio precisa ser feito através de uma organização dos Estados Unidos que possua autorização do departamento de estado americano para funcionar e autorização para a emissão o documento do visto DS2019 uma vez que as vagas são numeradas e limitadas. O application do aluno fica disponível para todas as famílias cadastradas no programa e o direito de escolha é da família hospedeira. A escola será uma consequência do lugar onde a família reside: a definição da escola é feita através do código postal do endereço de sua família hospedeira, o CEP é a única informação levada em consideração para definir sua escola e esse critério segue uma lei federal dos Estados Unidos.

Levando em consideração o ano escolar nos EUA começa em agosto de um ano e termina em junho do ano seguinte, o estudante que embarca em agosto pode ir para um semestre e optar posteriormente pela prorrogação para mais um semestre ou pode optar desde o início por um ano letivo. Já o estudante que embarca em janeiro, pode ficar apenas um semestre letivo, sem direito a prorrogação.

Então: o máximo de tempo que um estudante pode ficar no programa de High School J-1 é um ano letivo. Pela lei americana, um estudante estrangeiro não pode fazer mais de um ano letivo em escola pública com o mesmo tipo de visto.

O estudante que opta pelo J-1 não pode ser repetente e nem reclassificado na escola brasileira, precisa manter a frequência escolar até o dia do seu embarque para os Estados Unidos e ter nível de conhecimento intermediário do inglês pois não é permitido ao estudante deste programa fazer aulas de inglês para estrangeiros, mesmo que este curso esteja disponível em sua escola.

Um estudante com visto J-1 não pode morar com parentes ou família natural, a colocação deve ser em uma família legalmente cadastrada pelo programa.

Há ainda a exigência do seguro-saúde que deve seguir as regras do Departamento de Estado Americano.


É o único país de idioma inglês que ainda tem opção de colocação em famílias voluntárias e escolas gratuitas para estrangeiros, que é o programa chamado Do Governo (visto J-1) O programa (visto J-1) é regulamentado pelo DoS (Departamento de Estado Americano) e as escolas são públicas e gratuitas para os estudantes estrangeiros e as famílias que hospedam são voluntárias. O estudante é colocado em pequenas localidades e não pode escolher a região, a cidade ou o estado que deseja. Este programa, dependendo da agência e organização internacional e os serviços embutidos, tem um custo entre US$ 7.000 a US$ 10.000 (por semestre ou ano letivo). Os valores de semestre letivo e ano letivo são bem parecidos, visto que a diferença é apenas o tempo do seguro saúde e o serviço de coordenação do programa.


A pergunta mais frequente neste tipo de programa é: quanto tempo vou demorar para saber quem será minha família hospedeira e onde vou morar nos EUA? A resposta para esta pergunta não é exata. A coisa mais importante num programa J-1 é a aceitação pela organização americana. A partir daí é que a documentação fica disponível para as famílias cadastradas no programa. A colocação pode ser feita um semana depois que o estudante é aceito, como pode ser feita faltando poucos dias para embarque. O tempo de colocação depende muito mais do perfil dos estudantes do que das famílias. Se um application de um estudante revela coisas interessantes de um estudante e revela ser uma pessoa fácil de lidar, a colocação vem rapidamente.

Alguns estudantes e pais não conseguem lidar com o fato de “não saber para onde vai” até que tenha uma família e uma escola no programa.

Um programa que vem crescendo a cada ano é o high school público pago e o high school particular nos EUA (visto F-1). O motivo desta crescente procura está relacionado ao fato de o estudante poder escolher o distrito escolar e ou escola e pode ficar mais que um ano letivo no programa e também é uma opção para quem pretende cursar universidade nos EUA.


F-1

Programa em que as famílias recebem ajuda financeira pela hospedagem e as escolas podem ser públicas, porém pagas pelo estrangeiro, ou particulares. Se a escola for pública, o estudante escolhe o distrito e um distrito pode ter várias escolas. Se a escola for particular, o estudante escolhe a escola.

Seguindo a legislação americana, o máximo de tempo que o estudante pode ficar neste programa em escola pública, mesmo sendo paga é um ano letivo.

Neste programa algumas escolas permitem que o estudante faça o intercâmbio por um ano, mesmo com início em janeiro e neste caso o estudante volta para o Brasil nos meses de férias, embarca novamente para reinício das aulas no do segundo semestre, mas tem que pagar pelo programa de 1 semestre 2 vezes.

Cada escola ou distrito possui um valor diferente de investimento e precisa ter uma autorização para emissão do documento denominado I-20.

Se for uma escola pública paga, obrigatoriamente a acomodação tem que ser em casa de família. É permitido morar com parentes e amigos, mesmo que brasileiros desde que vivam legalmente nos Estados Unidos.

Se a escola for particular, existe a possibilidade de morar com família hospedeira ou no alojamento da própria escola (no caso das escolas boardings).

O estudante consegue escolher exatamente a escola que você deseja: os estudantes tem acesso ao portifólio das escolas e podem escolher com antecedência com base em:

- cidades de grande interesse como Los Angeles, Boston, São Francisco, Orlando, San Diego, Seattle, Washington DC e muito mais!

- Localizações de praia na Califórnia, Flórida, Havaí, Texas, Maryland.

- Programas acadêmicos exclusivos - de cursos AP, Diploma IB, STEM, Biologia Marinha, Comunicações Digitais, Empreendedorismo, Ciências da Computação.

- Equipes esportivas de basquete, futebol, dança e torcida até natação, tênis, esqui e passeios a cavalo.

- Programas de artes como fotografia, orquestra sinfônica, balé, design gráfico, produção de filmes, jornalismo, mídia mista e arte 3D.

Os valores destes programas começam em US$ 18.000 e tem pra todo gosto.


Algumas coisas não mudam independente do tipo de programa escolhido.

É sabido que a high school americana é o centro de todas as atividades para os jovens americanos – a vida social do estudante e da comunidade se desenvolve ao redor dela.

Se há uma dúvida recorrente entre pais e alunos brasileiros é sobre a definição da da série que o aluno frequentará em programas de High School na escola. Mas afinal, como isso é definido?

Para que você possa compreender as explicações a seguir, é preciso primeiro informá-lo sobre a estrutura geral do ensino médio americano. Diferentemente do Brasil, onde iniciamos o ensino médio a partir do nosso décimo ano de vida escolar, nos Estados Unidos isso acontece um ano antes, a partir do nono ano:

9th - freshman - 1º ano do ensino médio americano

10th - sophomore - 2º ano do ensino médio americano

11th - junior - 3º ano do ensino médio americano

12th - senior - 4º ano do ensino médio americano


A definição de série é feita pela escola americana, baseada em alguns fatores tais como:

- nível de conhecimento do idioma inglês do estudante;

- série em que estava no Brasil;

- notas escolares que conseguia tirar no Brasil estudando em sua própria língua;

- idade e data de aniversário;

Mesmo nos programas pagos, essa definição é feita pela escola de lá e isto não interfere na revalidação de estudos na volta, como já tratamos em posts anteriores. Assim como algumas escolas aceitam alunos no sênior e outras não; assim como escolas aceitam alunos no time varsity e outras não. Isso independe do programa J-1 ou F-1.

Após todos estes anos de atuação no mercado, vivência internacional e aprimoramento teórico constante, posso dizer que um programa F-1 tem flexibilidades que um programa J-1 não tem e por motivos óbvios, por exemplo, com relação a mudança de família: é muito mais fácil encontrar uma família hospedeira remunerada do que uma família voluntária para hospedar um estudante. E vai além disso, uma escola F-1 que oferece ESL (English Second Language) ou aulas de inglês voltadas para estrangeiros, pode admitir nas aulas um estudante internacional de com visto F-1, enquanto no J-1 isso já não está disponível. E isto, apenas para citar algumas diferenças de flexibilidade.

Por determinação do Departamento de Estado Americano, um estudante estrangeiro não pode fazer dois anos de programa com o mesmo tipo de visto em escola pública. Assim sendo, o estudante que deseja fazer dois anos de High School nos EUA deverá obrigatoriamente nesta ordem:

fazer 1 ano no visto J-1;

fazer 1 ano no visto F-1.

Para alunos que optem em fazer um terceiro, este será possível somente em escola particular com visto F-1.


Alguns pais questionam qual é a melhor idade para se fazer um programa de High School e se é melhor um semestre ou um ano letivo. A melhor idade é quando o estudante desperta interesse no programa e está disposto a participar de um programa desse tipo: isso pode ser com 14 ou 18 anos. O mesmo vale para um semestre ou um ano.

E aqui entra a parte de consultoria da agência, perceber o real interesse do estudante, entender as necessidades e particularidades de cada um, orientar sobre esse ou aquele high school e dar a real expectativa do programa.


Também é importante saber que um programa de high School não se escolhe por preço. Este pode ser o maior erro que você pode cometer. Os preços diferentes entre agências tem a ver com o valor do programa no exterior e os itens adicionados a cada pacote e a forma de venda. E, no final, o que faz mesmo a diferença neste programa é a preparação dada ao estudante pela agência brasileira, a experiência e comprometimento da organização americana em realizar o programa.

E o que isso quer dizer? Que a experiência da agência e o comprometimento da agência americana em realizar o programa é algo que só aparece após embarque. Levando em consideração que 80% dos estudantes do programa precisam da interferência das agências em algum momento do programa, o preço é o menos importante.

As organizações parceiras da FYI são todas acreditadas pelo Departamento de Estado (DoS) americano, devidamente autorizadas a emitir os documentos necessários ao visto. Além disso, são membros do CSIET, uma organização sem fins lucrativos que identifica e regulamenta as melhores agências de intercâmbio no país, seguindo o regulamento da USIA (United States Information Agency), agência de assuntos internacionais relacionados a intercâmbios culturais nos Estados Unidos.

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