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Intercâmbio e Pandemia

Ao longo deste último semestre vimos o mercado do turismo e , em especial, do intercâmbio enfrentar a maior crise da história contemporânea no setor.


A humanidade sempre enfrentou guerras, crises econômicas, terrorismo, epidemias, mas nada do que vimos antes teve abrangência mundial e síncrona. Um relatório recente da World Travel & Tourism Council (WTTC), que representa o setor de viagens e turismo global, listou 90 crises enfrentadas pelo mercado entre 2001 e 2018: a grande maioria crises locais, algumas regionais. Neste contexto tudo o que temos – profissionais do setor e consumidores – são muitas dúvidas e incertezas. Se olhar para o passado pouco ajuda, aprender com o presente e planejar o futuro pode ser uma solução.


Por isso, decidimos, de forma resumida, escrever sobre o panorama geral dos intercâmbios nestes tempos de pandemia, contar o que aconteceu, falar sobre o que está acontecendo e dividir o que acreditamos ser possível para o futuro.

Na prática, o que aconteceu com quem estava no intercâmbio

As aulas nas escolas de ensino médio, de idiomas, colleges e universidades foram suspensas por um curto período, em seguida retornaram online desde a segunda metade de março.

Parte das famílias optou por trazer seus filhos de volta logo no início da pandemia, outras optaram por manter os alunos no programa até o fim das aulas – mesmo que online -, esses alunos foram trazidos de volta por rotas alternativas, voos especiais organizados pelo governo brasileiro. Outros ainda, optaram por continuar no destino, aderindo a novos programas e solicitando renovação de seus vistos.

O que vimos foi uma grande adaptação dos alunos às condições atuais, cada um dentro de suas possibilidades financeiras, emocionais e sociais.

Muitos intercambistas nos relataram que os laços entre eles e famílias hospedeiras ficaram muito fortalecidos. Claro, alguns reclamaram do estresse pois a convivência no tanto que foi exigida, contou com dias melhores e outros nem tanto.

As formaturas e as despedidas das turmas foram um show à parte: teve formatura virtual, formatura em drive-thru, reunião online surpresa... E as atitudes de empatia e solidariedade com e entre os estudantes internacionais foram tantas e tão bonitas em uma imensa rede de apoio e orientação.

Em países onde o visto de estudo tem permissão de trabalho, como por exemplo Austrália e Irlanda, os intercambistas chegaram a receber ajuda de custo dos governos por conta da redução das horas de trabalho. Outros países como Nova Zelândia, prorrogaram os vistos dos estudantes automaticamente.

Como ficou quem deveria ter embarcado

Cada aluno é único e por isso, a importância de cada caso ser tratado individualmente. Com suporte psicológico as famílias e aos alunos, discutimos os fatos, as probabilidades e as possibilidades diante de tantas restrições nacionais, internacionais e juntos avaliamos o impacto de todas essas variáveis na vida e no programa dos alunos. Demos a eles total liberdade para suas decisões de adiamento e alterações em seus intercâmbios.

Atualmente

Apesar da insegurança em fazer a inscrição em meio a tantas incertezas e dar início ao tão sonhado intercâmbio, as matrículas têm acontecido. Mesmo que de forma mais cautelosa, a procura por programas de intercâmbio tem aumentado consideravelmente desde o início da pandemia. As instituições de ensino no exterior estão, em sua maioria, voltando com as aulas presenciais. Como incentivo para a retomada das matrículas as escolas estão oferecendo bons descontos e condições mais vantajosas para os alunos como, por exemplo, aula online gratuita para o período de quarentena na chegada do destino.

Os processos de obtenção de vistos, abertura de fronteiras e exigências para a entrada de alunos brasileiros no exterior mudam com frequência, e por isso temos evitado a publicação destes status.

Sobre o futuro

Neste contexto, qualquer previsão de futuro é incerta, é literalmente como tentar adivinhar o futuro. No entanto, podemos falar sobre o que acreditamos ser possível baseado em experiências e fatos.

Será necessária a gestão da demanda, programas como o J1 americano possuem número de vagas controladas pelo governo e as transferências de 2020 para 2021/2022 ocuparão as vagas do contingente original, não haverá aumento no número de vagas disponíveis e essa nova demanda se somará a demanda regular, resumindo: é possível que muitos alunos fiquem sem vaga.

É muito importante compreender que, assim como em qualquer outro setor, o regulador do mercado é a lei da oferta e da procura. Hoje temos bons preços vigentes e melhores condições para o aluno, oferecidas pelas instituições de ensino, mas sabemos que estas não serão as mesmas para as inscrições que acontecerem no próximo ano.

Acreditamos que existirá, em breve, uma grande colaboração internacional para reabertura das fronteiras e retomada das atividades consulares, porque em alguns países, além de toda movimentação econômica do turismo e da educação internacional, muitas instituições de ensinos públicas também dependem da arrecadação proveniente do estudante de intercâmbio.

Por aqui somos otimistas e encorajamos nossa equipe, parceiros e alunos a tirar desta nova realidade os melhores aprendizados. Se fica uma lição disso tudo é que cada vez mais seremos exigidos como seres humanos, em empatia, tolerância, inteligência emocional, criatividade, compaixão, na habilidade de se reinventar e o intercâmbio tem um importante papel como acelerador dessas habilidades.



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